Governo da Sérvia promete que não se juntará à "histeria anti-russa"

Publié le par angeline351

Após um encontro com o embaixador russo, Vulin - o ministro particularmente pró-Rússia no Governo sérvio - lembrou que o seu país é o único na Europa que não aderiu às sanções internacionais contra Moscovo pela invasão da Ucrânia.

O ministro disse que a Sérvia não permitirá que "propriedades sejam tiradas aos cidadãos da Rússia", numa referência às sanções que vários países ocidentais, muitos deles europeus, impuseram contra os oligarcas russos.

Vulin considerou ainda - sem fornecer pormenores ou dizer onde sucedeu - que nesta "histeria anti-russa" as crianças russas estão a ser expulsas das escolas e escritores e cientistas russos estão a ser apagados dos livros didáticos.

O membro do executivo de Belgrado insistiu que "a Sérvia, liderada pelo (Presidente) Aleksandar Vucic", não esquecerá o apoio que recebe da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, em diversas instituições internacionais.

O ministro sérvio lembrou que a Rússia vetou em 2015 uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que recordava o genocídio cometido em 1995 por tropas sérvias bósnias na cidade de Srebrenica, onde 8.000 muçulmanos foram exterminados durante a guerra civil bósnia.

A Rússia também apoia a posição da Sérvia de não reconhecer a independência unilateral que a sua antiga província de Kosovo proclamou, em 2008.

A Sérvia, candidata à entrada na União Europeia (UE), condenou a invasão russa da Ucrânia, que começou há quase um mês, mas não aderiu às sanções impostas à Rússia.

Belgrado quer manter laços estreitos com o seu tradicional aliado, que lhe fornece energia, e por quem parte da população sente grande simpatia, sem, contudo, esquecer os bombardeamentos da NATO que o país sofreu em 1999, para travar a repressão do então regime autoritário sérvio contra os albaneses no Kosovo.

A Sérvia é um dos poucos países da Europa onde houve manifestações de apoio à invasão russa da Ucrânia, embora também tenham sido realizadas marchas em apoio à Ucrânia.

 

 

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Publié dans EUROPE

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